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GASTRONOMIA EM UM ESTILO OUSADO E DIFERENTE

A todos os amantes ou enamorados da gastronomia ...bem vindos queridos amigos...! o blog está uma delícia.



terça-feira, 8 de junho de 2010

A beleza encanta, é como fotografia...

O Sertão do Rio Grande do Norte, está em luzes, cores e encantos. As paisagens dessa terra de pessoas carinhosas, de casinhas simples e ruas pequenas, ou melhor as cidades também são pequenas e cheias de graciosidade. As águas do açude Gargalheiras, trasbordam ritualidade e charme natural, o  homem acariense retira dessas águas uma das riquezas que a fauna faz questão de ofertar, os camarões, que artesanalmente são trasformados em subprodutos, pelos próprios moradores locais, estar nas margens desse açude é encher o corpo com bons fluidos, é sentir o simples em um lugar enormemente cercado por uma realidade natural que grita em forma de canção, as 6 da noite uma sonora melodia nos rádios de pilha, é a hora do anjo da guarda, é ele que cobre esse povo com toda brava coragem que eles merecem por sí só. Como a noite chega, o descanço torna-se necessário e é muito bom, na porta de casa, a vizinhança, ou a igreja nos fins de semana. Estar no Seridó é poder contar com muita PAZ que vem no céu, lá sentimos cheiro de planta, de caatinga verde, porque com as chuvas nossas matas se vestem de rico verde, que faz o povo muito feliz, eu sou grato ao Criador pelo nosso lugar, nossa casa, como é bom voltar a casa dos meus avós e abraçar os parentes, as famílias acolhem com bolo da moça, ou com latas de chouriço, iguaria local, doce feito com sangue de porco e especiarias, não tem igual... delicioso! Partindo em busca das montanhas, podemos chegar em Carnaúba dos Dantas, lá a Fé é muito forte, em virtude do Monte do Galo, nas festa de padroeiro, tudo vira festa, rica festa, com muita comida boa, e muita gente arrumada...! Uma fortaleza de pedra, ou um castelo para abrigar a família?, assim é Bivar, uma moradia feita dentro da mata seridoense, é perfeito vê-lo ao longe, sem palavras. As ruas dessas cidades nos levam a uma história viva, terra que nasci, passei boa parte da minha infância e juventude, hoje vejo que minha terra tem um sabor a mais, lá eu posso comer macios filhóes com mel de rapadura preta, queijos artesanais e beber leite tirado das vacas do meu avô. Poder ir na feira do sábado, do domingo ou até mesmo da segunda.Comprar coisas intimas da terra, como as panelas de barro e colheres de pal é gratificante para nós gastrônomos amantes de uma boa cutelaria, que aguenta fogo e até mesmo uma massa de acarajé. Velhas doceiras, merendeiras, nesse caso abro espaço para falar da minha vó, cozinheira por profissão, ela ama cozinhar para família e para os amigos. Quando amanhece nos sítios, podemos sentir perfume de bolachas assadas com manteiga da terra, em especial as de Jucurutú, um breve passeio pelo centro da cidade pode-se muito bem tomar caldo de cana, comer buchada com cuscuz de milho, é claro uma xícara de café...Sinto-me honrado em abrir as páginas dos meus diários pessoais e cruzar as minhas memórias que flutuam sobre meus pensamentos, não tem como esquecer. O sertão é lindo, vivendo bem, com pouco, cercado de ricas paisagens, é muito bom. Seja Bem Vindo, está escrito em todas as entradas das cidades, muito bem vindo ou bem vinda por sinal, lá é um reduto da nossa gastronomia, vale a pena encharcar-se com tudo isso. Uma verdadeira exposição de belas imagens, ou melhor: uma liberdade visual que enche as pessoas de sentimentos bons...
Imagens: Carlos Máximo

Por Tullio Rogyer
Águas de Garcalheiras - Acarí
Castelo em Carnaúba dos Dantas
Céu e Terra juntam-se
Verdadeiras Vilas Naturais
Pequenas ruas feitas com pedras
Canoas e pescadores de água doce
As janelas da sabedoria



quarta-feira, 2 de junho de 2010

As alegorias de junho e as comidinhas de milho

É chegado o momento, adentrar-se as paisagens do sertão é sentir o cheiro de queijo no tacho, é deixar-se cobrir por uma rica e única culinária de negro, de sertanejo, de homem da terra. Mesas cheias de fartura, alegorias e colheres de pau. Como um acordeom a soar um som forte no ar, no tabuleiro do forró, mês de junho é mês de festa popular, comida feita com milho verde, plantado, regado e colhido por mão forte, calejada, humilde, coberta de ricas memórias, que não se vão é claro. A cozinha é um esconderijo para as titias que adoram cozinhar, elas ali preparam as canjicas douradas e perfumadas, canela e manteiga da terra enriquecem esses prazeres da nossa mesa secular. Menina bonita vem prá cá, seu noivo chegou! Vamos dançar quadrilha, arraia na feira popular, a sanfona e as bandeirinhas coloridas nos cercam de cores e a emoção é flutuante. Queremos comer pamonha e milho de fogueira, resgatando as tradições por meio desse balão que já está no ar, todos maravilhosamente bem vestidos de chita e chinelo de dedo, transpondo entre os balaios de cipó as pencas de bananas e as vermelhas melancias como prenda pra São João, é quermesse, novena, e muitas vezes o padre nem nos deixa entrar, como lembra as imortais canções, é claro que entramos e abrilhantamos nossos arredores. Busquemos o melhor de nossas mesas, e nos fartemos com comida boa, rica e que sustenta o cabra da peste, o valente guerreiro da seca, das lavouras que insistem em não crescer, mas se chegar chuva, nóis dança do mesmo jeito! Porque é festa, é cultura popular...

Por Tullio Rogyer

terça-feira, 1 de junho de 2010

Um dois feijão com arroz, três, quatro feijão no prato, cinco, seis...

Feijão com arroz, algo tão simples e tão comum na mesa dos brasileiros, é digno de todo o glamour gastronômico, não há quem resista a um bom feijão feito com iguarias e temperos finos, ou até mesmo aqueles de fundo de quintal, cebolinha, salsinha e coentro. Acompanhado então de um arroz soltinho e aquela farofa deliciosa,torna nossos dias mais felizes. Fica então a dica pra você que não sabe o que fazer agora para o jantar ou almoço. Isso, corre lá, faça o casal mais saboroso do Brasil e deguste, sinta o sabor, o aroma e a textura do mais simples alimento que se torna nobre diante da grandeza de seu sabor. UM DOIS FEIJÂO COM ARROZ !!
Por Gui Borduqui

sábado, 29 de maio de 2010

A mágica fábrica de sabores, a cozinha!

A COZINHA COMO UM REDUTO DE ARTE
A cozinha de um povo mistura-se a cada dia com as culturas que a cercam, de imediato essas pessoas enchem-se do mais puro sentimento de estar ao redor das panelas, das mesas e cadeiras de madeira, ou ainda das receitas deixadas por muitos. A nossa culinária reflete coisas místicas, que perfumam, enchem de sabor a casa e sobretudo um reduto chamado cozinha! Com o intuito de bem servir, somos envolvidos em uma sinfonia de rica preciosidade, como é bom sentir nossas papilas degustando uma saudável comida caseira, sentir essa sensação nos leva a crer que podemos muito, agregando ao simples fato de fabricar alimento por meio de arte, a cozinha é uma arte...Satisfazendo os paladares, enriquecendo as memórias e contemplando o sabor de comer bem sempre...